sexta-feira, 18 de março de 2011

Negando

Alípio, 38 anos, preto, casado, auxiliar de enfermagem, comparece ao ambulatório refe-rindo que nos últimos 3 meses vem apresentando febre, diarréia e perda de peso de apro-ximadamente 10 Kg. Há 2 semanas com dor à deglutição de alimentos sólidos e líquidos. Refere ainda ser soropositivo para o HIV, diagnosticado por ocasião de uma meningite ocorrida há 6 meses, que o fez passar 30 dias internado. Apesar de orientado, não está em acompanhamento ambulatorial, pois não aceita o diagnóstico de aids. Ao exame físico, encontra-se afebril, hipocorado, desnutrido. Sem sinais neuropatológicos e sem alterações do exame cardiopulmonar. Presença de lesões brancas comprometendo palato, faringe e língua, fáceis de destacar com espátula. Exames: Hb: 10,2 g/dL; Ht: 30%. Leucócitos 3.200/L – Bastões: 32; Segmentados: 2240; Eosinófilos: 96; Linfócitos: 640; Monócitos: 192. Plaquetas: 80.000/L.

14 comentários:

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  2. Aluna: Natália Dias

    Dados de Exames:

    LEUC: 3200
    BAST: 32
    SEG: 2240
    EOS: 96
    LINF: 640
    MONO: 192
    PLAQ: 80000

    Contagem de CD4: 198
    Carga Viral: 89000 cópias


    Objetivos a serem pesquisados:

    1. Patogenia do HIV;
    2. Sarcoma de Kaposi e outras neoplasias associadas à AIDS;
    3. Candidíase disseminada
    4. Causas de gastroenterite em um paciente com AIDS;
    5. AIDS e Plaquetopenia
    6. Miasma

    Condutas propostas pelo grupo:

    1. Parasitológico de fezes;
    2. Pesquisa de sangue oculto nas fezes;
    3. Lâmina Direta;
    4. Iniciar tratamento para candidíase

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  3. Aluna: Natália Dias

    Com relação a AIDS X Doenças Neoplásicas. Encontrei que o Sarcoma de Kaposi e o Linfom não-Hodgkin são as que se observam com frequência claramente aumentada nos pacientes com infecção por HIV. Parece também haver maior incidência d doença de Hodgkin; mieloma múltiplo; leucemia melanoma e cânceres cervical, cerebral, testicular, oral,pulmonar e anal.
    Como os pacientes com infecção pelo HIV estão vivendo mais, uma variedade mais ampla de cânceres está sendo observado nesta população de pacientes. Embora uns possam apenas refletir os conhecidos fatores de risco que são maiores nos pacientes com HIV+, alguns podem ser consequência direta do HIV (pela terapia ARV, por exemplo).

    HARRISON.Medicina Interna.17ed.Rio de Janeiro:McGraw - Hill Interamericana do Brasil,2008.

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  4. Aluna: Mariana Morais

    Lembro que durante a discussão em sala de aula levantamos o questionamento sobre quais doenças eram indicativas de aids. Então, durantea as minhas pesquisas encontrei o seguinte:

    *Doenças indicativas de aids para as quais é requerido o diagnóstico definitivo:
    -candidose de traquéia, brônquios ou pulmões
    -câncer cervical invasivo
    -criptosporidiose intestinal crônica(> 1 mês)
    -histoplasmose disseminada
    -linfoma primário de cérebro
    -Linfoma não hodgkin de células B
    -sepse recorrente por salmonella(não tifóide)
    -reativação da doença de chagas

    *Doenças indicativas de Aids, para as quais tambem é aceito o diagnóstico presuntivo:
    - candidose do esôfago
    -citomegalovirose(em qualquer lugar que não seja o fígado, o baço e os linfonodos)
    -herpes simples mucocutâneo(>1 mês)
    -pneumonia por pneumocystis jeroveci
    -toxoplasmose cerebral
    -micobacteriose disseminada

    Essas doenças são utilizadas para definir casos de Aidas seguindo os critérios estabelecidos pelo ministério da saúde.

    Fonte: Guia de bolso de doenças infecciosass e parasitárias da secretaria de vigilância em saúde- 8a edição(2010)

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  5. (Mirla de Sá)
    Sobre Patogenia do HIV:
    Em primeiro lugar, deve-se reconhecer que os mecanismos patogênicos da doença pelo HIV são multifatoriais e multifásicos,diferindo nos diferentes estágios da doença. Mas,de forma geral,o que acontece é uma deficiência quantitativa,qualitativa e progressiva de um subgrupo de linfócitos T designados células T auxiliares(definidas pela presença em sua superfície da molécula CD4,este último atuando como receptor celular primário do HIV).Além disso,é necessária a presença de co-receptores-CCR5 e CXCR4(que são também receptores primários para algumas quimiocinas) para a entrada eficiente do HIV nas células-alvo. Dentre os mecanismos responsáveis pela depleção celular e/ou disfunção imune das céluas T CD4+ temos:infecção direta,eliminação imune das células infectadas e alguns efeitos indiretos, como exaustão imune devido à ativação celular aberrante e morte celular induzida pela ativação. Partindo daí,como há uma queda dos níveis de células T CD4+,aumenta-se substancialmente o risco de uma variedade de doenças oportunistas,principalmente as infecções e neoplasias que constituem as doenças definidoras da AIDS(como Mariana Morais já relatou acima).
    (Harrison, 17ªed)

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  6. Aluna: Milena Oliveira

    Patogenia do HIV:
    O envelope derivado da membrana celular do hospedeiro, apresenta glicoproteínas virais, incluindo a gp120 e gp41, que são críticas para a infecção.
    A gp120 apresenta alta afinidade para CD4, assim as células que expressam CD4, como as CÉLULAS T CD4+, os MACRÓFAGOS, os MONÓCITOS e as CÉLULAS DENDRÍTICAS, as quais expressam baixos níveis de CD4 de superfície, são alvos em potencial para o vírus. Após essa ligação ao CD4, a gp120 viral ainda deve se ligar a um outro co-receptor, como Mirla explicou anteriormente.

    FONTE: Condutas em Doenças Infecciosas, 2004

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  7. Aluna : Mariana Barros
    Em relação à história natural da doença: o período de incubação, compreendido entre a infecção pelo HIV e o aparecimento de sinais e sintomas da fase aguda, pode variar de 5 a 30 dias. O período de latência (fase assintomática) é o período após a infecção aguda, até o desenvolvimento da imunodeficiência. Este período varia entre 5 e 10 anos, com média de 6 anos. O diagnóstico da infecção aguda é pouco realizado, devido ao baixo índice de suspeição, caracterizando-se por viremia elevada, resposta imune intensa e rápida queda na contagem de linfócitos CD4+ de caráter transitório. As manifestações clínicas variam desde quadro gripal até uma síndrome que se assemelha à mononucleose (Mononucleose-like). Os sintomas duram, em média, 14 dias, podendo o quadro clínico ser autolimitado. A fase assintomática pode durar de alguns meses a alguns anos, e os sintomas clínicos são mínimos ou inexistentes. Os exames sorológicos para o HIV são reagentes e a contagem de linfócitos TCD4+ pode estar estável ou em declínio. Alguns pacientes podem apresentar uma linfoadenopatia generalizada persistente, flutuante e indolor.

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  8. Aluna: Mariana Barros
    ...
    Na fase sintomática inicial, o portador da infecção pode apresentar sinais e sintomas inespecíficos de intensidade variável, além de processos oportunistas de menor gravidade, conhecidos como ARC- complexo relacionado à AIDS. São indicativos de ARC: candidíase oral, testes de hipersensibilidade tardios negativos e a presença de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas, com duração superior a 1 mês, sem causa identificada: linfadenopatia generalizada, diarreia, febre, astenia, sudorese noturna e perda de peso superior a 10%. Há uma elevação da carga viral e a contagem de linfócitos TCD4 já pode encontrar-se abaixo de 500 células/mm³. Na fase de AIDS propriamente dita, a imudeficiência encontra-se agravada e há o surgimento de infecções oportunistas. As doenças oportunistas associadas à aids são várias, podendo ser causadas por vírus, bactérias, fungos e certas neoplasias, como já foi citado em tópico anterior. É válido ressaltar que o indivíduo infectado pelo HIV pode transmiti-lo em todas as fases da infecção, sendo este risco proporcional à magnitude da viremia.FONTE: Doenças infecciosas e parasitárias- Guia de Bolso, 2010

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  9. complementando o que natália falou à respeito das neoplasias x AIDS também são encontrados os seguintes tipos de neoplasias indicativas de AIDS:
    -linfoma primário ddo cérebro
    -linfoma não-Hodgkin de células B (fenótipo imunológico desconhecido) e outros linfomas dos seguintes tipos histológicos: linfoma maligno de células grandes ou pequenas não clivadas (tipo Burkitt) e linfoma maligno imunoblástico- sem outra especificação.

    Guia de bolso 8 edição

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  10. Dentre as causas de gastroenterites na AIDS temos:
    Criptosporidiose, isosporiase, citomegalovirose, shigelose, Campylobacter jejuni, Clostridium difficile, giardíase, microsporidiase, MAC (complexo Mycobacterium avium), Salmonella sp. , tuberculose, histoplasmose, amebíase, ciclosporiase, Blastocystis hominis, estrongiloidiase, HIV, sarcoma de Kaposi, linfoma
    Algumas características específicas:
    1-O Criptosporidium parvum,o microsporídio e o MAC são os agentes mais comuns
    2-CMV é o agente que mais causa colite com diarréia aquosa com febre, dor abdominal e perda de peso
    3-O MAC acomete o intestino como diarréia crônica com dor abdominal, má absorção crônica e icterícia obstrutiva extra hepática por linfadenopatia periportal,
    4-Salmonelose recorrente é considerada doença definidora da AIDS
    5-O uso de SMX-TMP diminui a incidência de isosporiase, shigelose, salmonelose, diarréia por Campylobacter jejuni e por Yersinia enterocolitica
    6-Diarréia por Clostridium difficile tem como o fator de risco o uso de clindamicina, ampicilina, cefalosporina e aminoglicosidios
    7-Diarréia por HIV é diagnóstico de exclusão quando não se consegue isolar nenhum agente , não há achados histológicos característicos
    8-Retrovirais que causam diarréias: nelfinavir, ritonavir e lopinavir/ritonavir

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  11. referência: condutas em clínica médica, 4º edição

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  12. Aluna: Natália Seixas
    A plaquetopenia é um dado freqüente em todas as fases da doença. As vezes pode ser o primeiro sinal da moléstia observado no sangue. Pacientes adultos que apresentem plaquetopenia, hemorragia, manchas equimóticas, sem a presença de doença maligna são diagnosticados como portadores de Purpura trombocitopenica. Quando é dado esse diagnóstico sempre deve-se suspeitar de que a causa seja o vírus da Aids sendo então obrigatório a sua pesquisa.
    Fonte: Harrison, 17ªed.

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  13. Aluna: Mariana Viana
    Candidíase - Formas clínicas
    Cutaneomucosa: oral, genital, trato respiratório, trato gastrointestinal, candidíase mucocutânea crônica e folicular.
    Cutânea: intertrigo, paroníquia e onicomicose, cadidíase na região da fralda e granuloma por cândida.
    Sistêmica: trato urinário, endocardite, meningite e septicemia.
    A candidíase oral apresenta-se na forma de exsudato caseoso esbranquiçado, frequentemente em uma mucosa eritematosa na orofaringe posterior. O diagnóstico é feito através de raspado e a cultura não tem valor diagnóstico. Esta doença indica declínio imunológico bastante avançado, com contagem de linfócitos T CD4+ inferior a 300. Em relação ao tratamento é indicado no acometimento esofágico fluconazol 100 a 200 mg/dia. (Harrison, 17ªed)

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  14. Complementando o que foi dito a respeito da diarréia:`
    É a manifestação gastrointestinal mais frequente em infecções intestinais oportunistas ( ocorre em 50 a 90%). A história juntamente com a sintomatologia podem sugerir agentes epidemiológicos:
    - náusea, vômitos e ruidos hidroaéreos aumentados, diarréia volumosa e aquosa: Cryptosporidium sp,Isospora belli, Giardia lamblia.
    - a associação com hematoquesia sugere citomegalovirus.

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