sábado, 21 de maio de 2011
Caso 12 – Ínguas
Mabel, 17 anos, sexo feminino, branca, solteira, estudante do ensino médio, natural e procedente do Recife, queixa-se que há 1 semana apresenta febre (até 38,5oC), astenia, anorexia e dor de garganta. Há 4 dias vem notando tumorações em pescoço, dolorosas. Cria cães e gatos em casa. Está na 13ª semana de amenorréia. Ao exame físico, está afebril, normocorada. Apresenta hiperemia de orofaringe, hipertrofia de tonsilas, sem exsudato. Linfonodos palpáveis em cadeias cervical jugulo-carotídea de ambos os lados, submentonianas, axilares, de consistência elástica, medindo de 1,5 a 2 cm de diâmetro, pouco dolorosos à palpação. Linfonodos de cadeias epitrocleares palpáveis bilateralmente, com 1 cm de diâmetro, indolores.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Caso 11 - Barrigudinha com febre
Maria José, 7 anos, parda, natural e procedente de Goiânia, PE, há cerca de 3 semanas vem apresentando febre, palidez, perda de peso e aumento do volume abdominal. Quei-xa-se ainda de diminuição do apetite e da atividade. Vacinação em dia. Mora no litoral, em zona rural, em casa de taipa, com pais e dois irmãos maiores. Consome água de poço. Ao exame físico, apresenta-se hipocorada e à palpação abdominal o fígado está a 4 cm do rebordo costal direito e o baço, a 6 cm do esquerdo. Restante do exame físico sem anor-malidades.
Hemograma: Hemoglobina: 8,1 g/dL. Hematócrito: 24%. Leucócitos totais: 3.650/L (bas-tonetes: 36; segmentados: 1188; eosinófilos: 0; basófilos: 0; linfócitos: 2100; monócitos: 226) Plaquetas: 105.000/L.
Série vermelha: anisocitose, microcitose.
Hemograma: Hemoglobina: 8,1 g/dL. Hematócrito: 24%. Leucócitos totais: 3.650/L (bas-tonetes: 36; segmentados: 1188; eosinófilos: 0; basófilos: 0; linfócitos: 2100; monócitos: 226) Plaquetas: 105.000/L.
Série vermelha: anisocitose, microcitose.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Todo pintado
Jonas, 6 anos, branco, procedente de Paulista (PE), é levado a serviço de pronto-atendimento pela sua genitora por terem surgido “carocinhos” vermelhos pelo corpo ha-via dois dias. Dois dias antes, começara a apresentar febre (38,0 – 38,5 oC) e dor de gar-ganta. O médico que o atendeu percebeu linfonodos de cadeias cervicais com 2 cm de diâmetro, dolorosos à palpação. Notou ainda a presença de máculas e pápulas eritemato-sas em face, pescoço, tronco e raiz de membros. Hiperemia de orofaringe com hipertrofia de tonsilas, sem exsudato. O restante do exame estava normal.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Meses depois
Mário, 36 anos, divorciado, sexo masculino, moreno, comerciante, procedente de Olinda, PE.
Cerca de 7 meses atrás, o paciente apresentou quadro de febre, dor abdominal, icterícia e colúria, astenia e anorexia e hepatomegalia dolorosa.
O paciente evoluiu com melhora dos sintomas iniciais, dos quais persistiram apenas a icterícia e, ocasional-mente, episódios de náusea com certa intolerância a alimentos gordurosos. A evolução de alguns exames laboratoriais é resumida na tabela abaixo.
Seis meses após o início do quadro o fígado ainda era palpável 4 a 5 cm do RCD e AX, doloroso, superfície lisa e regular, bordos finos. Permanecia ictérico.
Qual exame ajudará a definir o estágio da doença e a conduta para Mário?
Cerca de 7 meses atrás, o paciente apresentou quadro de febre, dor abdominal, icterícia e colúria, astenia e anorexia e hepatomegalia dolorosa.
O paciente evoluiu com melhora dos sintomas iniciais, dos quais persistiram apenas a icterícia e, ocasional-mente, episódios de náusea com certa intolerância a alimentos gordurosos. A evolução de alguns exames laboratoriais é resumida na tabela abaixo.
Seis meses após o início do quadro o fígado ainda era palpável 4 a 5 cm do RCD e AX, doloroso, superfície lisa e regular, bordos finos. Permanecia ictérico.
Qual exame ajudará a definir o estágio da doença e a conduta para Mário?
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Urina Estranha
Mário, 36 anos, divorciado, sexo masculino, moreno, comerciante, procedente de Olinda, PE.
Há 3 dias vem notando sua urina escura. Uma semana antes, havia começado a apresen-tar astenia, dor abdominal, náuseas e vômitos. Teve febre (38o C) nos primeiros 5 dias. Em uso de dipirona.
Recebeu hemotransfusão 20 anos atrás durante internamento por politraumatismo. Nega etilismo e tabagismo. Ocasionalmente faz viagens para as Regiões Norte e Centro-Oeste para comércio. Nega banho de rio. Nega doenças familiares. Ex-esposa e filha saudáveis. Mora só, em casa com boas condições sanitárias.
Ao exame, apresenta estado geral regular, icterícia de escleras (2+/4+), normocorado, afebril. Pele, mucosas e linfonodos sem alterações. Exame cardiorrespiratório normal. Abdome depressível, doloroso à palpação e percussão no hipocôndrio direito. Fígado palpável a 6 cm RCD, borda aguda, superfície lisa. Baço impalpável. Consciente, orienta
Há 3 dias vem notando sua urina escura. Uma semana antes, havia começado a apresen-tar astenia, dor abdominal, náuseas e vômitos. Teve febre (38o C) nos primeiros 5 dias. Em uso de dipirona.
Recebeu hemotransfusão 20 anos atrás durante internamento por politraumatismo. Nega etilismo e tabagismo. Ocasionalmente faz viagens para as Regiões Norte e Centro-Oeste para comércio. Nega banho de rio. Nega doenças familiares. Ex-esposa e filha saudáveis. Mora só, em casa com boas condições sanitárias.
Ao exame, apresenta estado geral regular, icterícia de escleras (2+/4+), normocorado, afebril. Pele, mucosas e linfonodos sem alterações. Exame cardiorrespiratório normal. Abdome depressível, doloroso à palpação e percussão no hipocôndrio direito. Fígado palpável a 6 cm RCD, borda aguda, superfície lisa. Baço impalpável. Consciente, orienta
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Escarros sanguinolentos
Úrsula, 32 anos, veterinária, chegou à triagem do DIP/HUOC com queixas de cefaléia frontal, dores generalizada pelo corpo e febre há 3 dias. Anorexia, náuseas e tosse pouco produtiva. Referia que no dia do atendimento observou raios de sangue em pequena quantidade em episódio de escarro. Ao exame físico: estado geral regular, febril (38,5ºC), ictérica +/4+, desidratada +/4+, taquipneica (FR: 24 ipm), consciente e orientada. Restante do exame normal. Foi solicitado raios-X de tórax, normal. Receitado paracetamol e liberada para casa. No dia seguinte, a paciente retornou a DIP/HUOC queixando-se de piora da respiração e dos escarros hemoptóicos. Apresentava dispnéia (3+), com tiragem intercostal bilateral (FR: 35 ipm). Prova do laço positiva.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Caso 6 – “Virose”
Januário, 43 anos, motorista de caminhão, residente em Olinda, há 7 dias apresentou fe-bre, calafrios, “dor pelo corpo”, cefaléia, náuseas e vômitos. No 4º dia de doença foi a serviço médico, onde foi dado o diagnóstico de “virose” e prescrito dipirona. Os sintomas melhoraram a partir de então. Há 1 dia apresenta mal-estar, dor abdominal e vômitos, com piora há 12 horas. Havia retornado de viagem ao estado do Amazonas 11 dias antes. É levado ao hospital pela esposa, onde foi constatado ao exame físico: taquipneia (FR: 32 ipm), desidratação (mucosas ressecadas), pulsos filiformes, perfusão periférica diminuída, taquicardia (FC: 130 bpm), hipotensão arterial (PA: 80 x 50 mmHg). Diminuição de MV em base de hemitórax direito. Diminuição do nível de consciência.
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